Comunicação Democrática: o desafio do Ministério da Saúde

O Departamento de Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais (DIAHV) do Ministério da Saúde convocou uma galera engajada no ativismo social (com foco em gays e homens que fazem sexo com homens) e alguns deles usuários de PrEP, de idade, localidade, perfis sociais variados e diferentes etnias, no último dia 16 em Brasília, para falar sobre a profilaxia pré-exposição, ou, simplesmente truvada. O tema trata da nova ferramenta para prevenir novas infecções por HIV que segue crescente, principalmente, entre os mais jovens, segundo dados expostos no próprio evento. A PrEP nada mais é que o uso contínuo de antiretroviral que impede, com 96% de eficácia, que o paciente ao entrar em contato com o HIV, não seja infectado.

Não foi só a apresentação de dados científicos sobre a PrEP que foi colocada em discussão, mas também outras medidas conjuntas que levam a tal prevenção combinada que consiste em oferecer ao indivíduo opções variadas de diferentes métodos preventivos que respeitem sua livre escolha e individualidade, seja por meio do uso da PrEP, preservativo ou a combinação dos dois.

A reunião incluiu diversos membros da militância LGBTQI+, dentre eles Diego Callisto organizador do evento (1º à esquerda no chão) e o médico Rico Vasconcelos (3º à esquerda em pé)  que é referência em pesquisas sobre PrEP e PEP. (Foto: divulgação).

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O essencial sobre PrEP

“Sexo seguro é um sinal de percepção”

PrEP (Imagem: reprodução da internet).

PrEP: “o que é?”, “Tem efeitos colaterais?”, “É a pílula do dia seguinte do homem?”, “Agora, eu posso transar sem camisinha sempre, sem risco de ists?”

São muitos os questionamentos a respeito da PrEP, mas também são vários os comentários sem embasamento teórico que surgem e que vão se tornando lendas (leia-se boatos/mentiras) sobre o tema. E isso prejudica muito as campanhas de prevenção.

A implementação da PrEP no SUS veio para evitar novos casos de contaminação pelo HIV sobretudo nas populações mais vulneráveis.

Vamos ao questionário!

O que é PrEP?

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17 de Maio – Dia Internacional Contra a Homofobia.

 

Travesti Dandara assassinada a tiros e pauladas no Ceará em fevereiro de 2017. O motivo? Apenas ódio. (Foto: reprodução de arquivo pessoal)
A data de 17 de Maio de 1990 foi escolhida como simbólica a respeito do avanço dos direitos LGBTQ. Nesta data a homossexualidade foi descaracterizada como patologia pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

Porém, o preconceito e a discriminação para com a comunidade LGBT ainda continua. Muitos morrem no Brasil por crimes de ódio, países africanos ainda consideram um crime a homossexualidade, penalizado com a morte do indivíduo, a Rússia cada vez mais oprime e cria uma ditadura para a comunidade homossexual.

Ainda temos um longo caminho, mas nada poderá ser mais forte do que o amor ao próximo, porque a cada dificuldade, mais ganhamos força para um dia alcançarmos uma sociedade mais igualitária.

O mais importante no momento é conservar o orgulho e autoestima a respeito de quem somos, humanos iguais a todos!

Todos Somos Capazes

(Foto: http://www.gataderodas.com/ )

Numa cidade como São Paulo, muitas coisas acontecem ao mesmo tempo, encontros, despedidas, novas amizades. E LGBT’S com deficiência que se reúnem em um parque para falar de temas importantes como preconceito, discriminação e estado laico.  Claro que resistir ao charme do parque do Ibirapuera é algo impossível de acontecer. Então, nada melhor que combinar militância com comida, amigos e festa.

Foi exatamente isso que aconteceu no último domingo, esses jovens e adultos que antes estavam apenas atrás de computadores tentando encontrar pessoas que entendessem um pouco de sua realidade, agora estavam reunidos mostrando que não é uma calçada esburacada, ou transportes sem acessibilidade e até mesmo a distância que irá impedi-los de mudar a sua própria realidade e consequentemente o mundo ao seu redor.

Esse foi o primeiro piquenique, mas o mais interessante de tudo isso é imaginar que a partir disso, um longo caminho pode ser construído com uma ação contínua. A história de grandes movimentos revolucionários começou assim, como por exemplo o SOMOS ( Primeiro grupo de militância LGBT na década de 70 em São Paulo) que deu origem a tantos esforços e ações pela causa até os dias atuais.

(Foto: divulgação)

A vontade de mudar move e mesmo com a tecnologia, nada substitui o prazer dos encontros em algum lugar dessa cidade que mais parece um planeta imenso, onde tudo está acontecendo ao mesmo tempo.

E a galera tem grupo no Facebook.

(Foto: divulgação)

Morre o autor da Bandeira LGBT

(Foto: reprodução da internet)

Gilbert Baker foi um artista e ativista de direitos LGBT, responsável por criar o símbolo que representa  a comunidade, a bandeira do arco-íris “rainbow flag” que surgiu em 1978. Ele morreu enquanto dormia em sua casa em Nova York no último dia 31.

O significado das cores da Bandeira Gay. #tudosobreeles #LGBT

Rosa – Sexualidade

Vermelho – Vida

Laranja – Cicatrização

Amarelo – Luz do sol

Verde – Natureza

Turquesa – Arte

Azul Índigo – Harmonia

Violeta – Espírito humano

–  Tudo Sobre Eles

A voz da Juventude na Parada LGBT

GT da Juventude (Foto: Adriano Sod)

No último sábado, 11, houve o encontro com os organizadores da 21ª Parada LGBT de São Paulo. Aberto ao público, na sede da União Geral dos Trabalhadores, o debate colocou em pauta a representação de diversas camadas sociais e culturais que devem ganhar destaque durante o evento. A reunião contou com uma sala bem cheia, cafezinho e discussões bem fortes.

Estavam presentes os coletivos das transsexuais, os representantes de grupos de homens gays e bissexuais, o coletivo das mães pela diversidade, movimento das mulheres lésbicas, dentre outros movimentos que tocaram em temas como religião, discriminação dentro e fora da comunidade LGBT, além de discutir como o tema da Parada, neste ano a mensagem é sobre “estado laico”,  será abordado e de que maneira sugerir o debate de forma que não agrida outros grupos, mas ao mesmo tempo revele a intenção de luta por uma sociedade mais igualitária com respeito ao próximo.

O grupo de Jovens, de 18 a 29 anos, esteve no encontro para apresentar propostas que mostrassem as ações que o público jovem se preocupa em repassar para as novas gerações de gays, lésbicas e transsexuais. Uma das ações sugeridas pelo coletivo é a campanha a respeito da contaminação pelo vírus HIV, dados oficiais do Ministério da Saúde apontam que homens gays, entre 15 a 24 anos, representam o extrato mais vulnerável em relação ao crescimento do número de novas infecções pelo vírus através de relação sexual.

Outras pautas sugeridas pelo grupo da juventude são a campanha por representação de deficientes físicos LGBT, transsexuais que precisam lidar com estas questões precocemente dentro da própria casa, além das questões sociais como a visibilidade de gays, lésbicas, bissexuais, dentre outras identidades que moram nas periferias de São Paulo e precisam ter alcance das informações e ações que estão sendo tomadas para com a comunidade.

O coletivo da juventude chamou à atenção dos mais velhos que estão vendo suas discussões com relação a cidadania sendo repassadas e discutidas cada vez mais cedo.

Símbolo do grupo de representação juvenil na Parada LGBT de São Paulo. (Imagem: divulgação).