Hey Mr. DJ…

“Antes da noite as bichas ficavam escondidas.”

Depois de uma longa conversa pelo Facebook e uma espera de alguns meses, além de um furo no primeiro encontro, por parte dele, finalmente nos encontramos. O local combinado foi a lanchonete Estadão, um dos lugares mais famosos e tradicionais da cidade de São Paulo. 

De repente, ele chega com uma aparência de estar ansioso e suando. Está bebendo água em uma garrafa comum de água mineral. Ele me faz um sinal pela janela da lanchonete e pede que eu saia. Eu pago meu café e saio para cumprimentá-lo. Ele sorri e me abraça. Pede para irmos à pracinha ao lado da biblioteca Mario de Andrade, na Rua da Consolação. Para “encontrar um lugar bucólico”, como ele mesmo diz.

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“Antes da noite as bichas ficavam escondidas.” (Foto: divulgação)

Mauro Borges é um homem alto, está de camiseta regata branca, aquelas do tipo que usamos para ir à academia. Usa calça esportiva, tênnis e um boné. Naquela tarde, eu estava prestes a entrevistar um dos personagens mais importantes da noite paulistana. Ele, como DJ, tem 28 anos de carreira, participou e administrou os principais clubes mix da cidade de São Paulo na década de 80 e 90. Como o Nation, nos anos 80, o Massivo, nos anos 90, e depois o Disco Fever que se torna uma festa itinerante nas décadas seguintes. Foram casas que construíram o cenário paulistano de festas, comportamento e até linguajar entre o público gay e os frequentadores em geral da noite na cidade.

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Uma drag com glamour

Kaká Di Polly é uma lenda viva das noites de festa glamorosas na cidade. Uma drag irreverente, de tal maneira, que talvez a noite gay, dos anos 1980, não tivesse as mesmas histórias. São memórias que mesmo depois de tanto tempo ainda valem a pena de serem ouvidas ou lidas, e assim elas mantêm os personagens que aqui existem, nesse planeta chamado São Paulo.

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Kaká Di Polly também inspirou seu visual na drag ícone, Divine.

Nossa entrevista foi em uma noite de sábado, no centro da cidade, foi em um lugar chamado Dick Bar, um nome sugestivo. Na porta, há um rapaz de aparência de vinte e poucos anos, usando apenas uma sunga branca e com um pouco de purpurina pelo corpo, ele era quem acertava a entrada do bar de garotos strippers.

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17 de Maio – Dia Internacional Contra a Homofobia.

A data de 17 de Maio de 1990 foi escolhida como simbólica a respeito do avanço dos direitos LGBTQ. Nesta data a homossexualidade foi descaracterizada como patologia pela OMS (Organização Mundial da Saúde).
 
Porém, o preconceito e a discriminação para com a comunidade LGBT ainda continua. Muitos morrem no Brasil por crimes de ódio, países africanos ainda consideram um crime a homossexualidade, penalizado com a morte do indivíduo, a Rússia cada vez mais oprime e cria uma ditadura para a comunidade homossexual.
 
Ainda temos um longo caminho, mas nada poderá ser mais forte do que o amor ao próximo, porque a cada dificuldade, mais ganhamos força para um dia alcançarmos uma sociedade mais igualitária.
 
O mais importante no momento é conservar o orgulho e autoestima a respeito de quem somos, humanos iguais a todos!
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Travesti Dandara assassinada a tiros e pauladas no Ceará em 15 de Fevereiro de 2017. O motivo? Apenas ódio.