Um americano em São Paulo

“Essas forças sociais, a igreja católica e os evangélicos, estão ali querendo voltar para outro tipo de vida conservadora, que era uma ideologia da ditadura. Uma ideologia da igreja católica antes da ditadura. Uma sociedade baseada na família heterossexual com mãe, pai e filhos.”

James Green (Foto: Facebook Arquivo Pessoal)

Em janeiro de 1977, um cara meio hippie, meio revolucionário, estadunidense, de cabelos longos e loiros, bigode, olhos claros, alto, com pinta de galã, chega a São Paulo. Ele não tem muita grana para frequentar as boates caras da cidade, mas se impressiona com a paquera que existe nas ruas, através da comunicação dos olhares. Os primeiros passos do gringo, no país tropical, foram para dar continuidade a uma missão que ele já trazia dos Estados Unidos, a luta contra a repressão e o imperialismo norte-americano na América Latina, um reflexo de seu apoio à esquerda-marxista norte-americana.

Antes da chegada do hippie a São Paulo, que já era o polo político, cultural e econômico brasileiro, um paulista chamado João Silvério Trevisan já organizava um grupo, para promover o autoconhecimento gay no território paulistano. Os dois já haviam se conhecido nos Estados Unidos, na cidade de Berkeley. Então, depois de se ocupar em obter um visto de permanência no Brasil, o americano meio hippie e meio revolucionário, em agosto de 1978, ingressa nesse grupo de gays e lésbicas para lutar pelos direitos homossexuais. 

Hoje, ele é professor de História e de Estudos sobre o Brasil, na Universidade de Brown, em Nova York, além de autor de livros sobre a história LGBT no Brasil. A aparência ainda reflete o galã gringo, alto, mas com rugas e fios de cabelos brancos.

Este é James Green que está em São Paulo para comemorar seu aniversário de 64 anos. É uma tradição comemorar seus aniversários no Brasil, desde que deixou o país em 1982.

É uma manhã de sexta-feira, faz muito calor. Ele abre a porta do apartamento, a residência onde ele está instalado é de uma amiga, no bairro Paraíso. James Green está descalço e parece ter acabado de acordar, são dez da manhã. Ele me convida para entrar, muito simpático e sorridente. Nós nos sentamos no sofá da sala, o lugar tem uma decoração cheia de objetos artesanais de algumas regiões do Brasil.

– Está nervoso? – Ele me pergunta.

– Um pouco.

A verdade é que eu estou mesmo nervoso. Preciso documentar esse momento e não quero errar. Ligo imediatamente o gravador.

– Pelo que eu li, você começou nos Estados Unidos se envolvendo com movimentos ideológicos da esquerda.

– Tanto da esquerda quanto do movimento LGBT. Porque eu estava na esquerda, com a história de assumir a minha homossexualidade, nessa contradição. Eu sentia que não tinha esse espaço. Dos dois lados.

O sotaque americano dele é bem marcante. James não emprega corretamente alguns tempos e conjugações verbais, além de artigos, mas é possível compreender.

A primeira vez que James Green ouviu alguém falar português foi em um congresso. Ele tinha apenas 22 anos e ficou deslumbrado com o som do idioma, embora não conseguisse identificar aquele código. A partir daí, quis aprender a língua latina.

“A aparência ainda reflete o galã gringo, alto, mas com rugas e fios de cabelos brancos.” (Foto: James Green/ Revista Veja).

– Você usou esse caminho até mesmo para resolver suas questões pessoais?

– Exatamente. Eu estou escrevendo um livro sobre Herbert Daniel, justamente para mostrar como ele também resolveu as mesmas questões pessoais.

Ele menciona o escritor, guerrilheiro e sociólogo brasileiro, que integrou a luta armada contra a ditadura militar no país.

– Você chegou ao Brasil, depois de um longo caminho através da América Latina, em 1977. Você rapidamente se integrou?

– Essa parte é interessante, cara.

Ele possui uma maneira descontraída de falar, pelo menos comigo, e permanece descalço com os pés em cima do sofá.

– Eu cheguei justamente quando estava tendo a abertura.

Ele faz referência ao período de desestabilização do regime militar brasileiro (1974 – 1985), devido às denúncias de ações criminais dos militares durante a ditadura.

A oposição estava crescendo. Estava começando as atividades estudantis, e conheci um cara aqui. Conheceu-me no teatro, no Bom Retiro, ele trabalhava no jornal Versus.

James faz referência a uma publicação mensal alternativa e de orientação esquerdista.

Ele inventou uma história de me entrevistar para um artigo, mas na verdade ele estava a fim de mim. E eu comecei a conversar com ele tranquilamente sobre a minha vida. E naquela época, você sentia uma rejeição implícita de uns caras machos quando você falava de homossexualidade. E ele nada. Então, houve uma extensão da entrevista e ficamos quatro anos juntos. Ele estava nesse jornal Versus e depois ele entrou nessa organização que se chamava Liga Operária, que era uma organização clandestina. Voltei para os Estados Unidos para passar um tempo lá e ele foi me visitar. Ele não queria que eu entrasse, porque tinha medo das pessoas perceberem nosso relacionamento. Então, ele era muito reprimido nesse sentido.

Apesar do medo, James entra na organização.

– Entrei na organização e trabalhei no jornal Versus. E depois estava ligado ao grupo que o João Silvério Trevisan estava organizando que, eventualmente, tomou o nome SomosE comecei a ter uma política dentro do Somos.

O grupo pioneiro na militância LGBT no Brasil tinha a missão de debater sobre a homofobia, questões de gênero, comportamento e estimular a autoestima dos membros em relação a sua identidade sexual. Os participantes eram jovens artistas, universitários e ativistas.

– E como era o clima das reuniões do grupo Somos?

– Teve vários momentos do grupo. Várias etapas. Nas primeiras etapas, a gente se reunia na casa de alguém. Um estudante, uma pessoa que trabalhava conseguiu alugar uma casa. – a residência ficava no bairro paulistano Sumaré – Tinha uma sala grande e a gente se reunia em um círculo de 10 ou 15 pessoas para conversar. Teoricamente era igualitário. No primeiro momento, o grupo queria fazer ações concretas, então fizemos discussões sobre a imprensa marrom, que tinha publicado matérias contra os homossexuais. Depois resolvemos nos dividir em pequenos grupos de identificação. Especialmente a partir de 1979 chegaram muita gente. Chegavam a uma reunião de recepção, pessoas novas, para falar sobre o grupo. E depois eram encaminhadas para um grupo de identificação, onde as pessoas se sentavam e conversavam sobre a sua experiência homossexual, a rejeição na família. Cada grupo teve a sua dinâmica. Eu realmente já tinha passado por isso nos Estados Unidos e estava de saco cheio de fazer isso.

Eu rio.

– Depois quando cresceu o Somos – para mais ou menos 100 pessoas, nós tivemos reuniões gerais. Um dos grandes problemas: conseguir lugares. Foram mais os teatros que abriram aos sábados os espaços.

James Green também ressalta os enfrentamentos ideológicos dentro do grupo Somos.

– Quando as lésbicas se organizavam, dentro do grupo, elas começaram a se queixar do machismo dos gays. Essas bichinhas muito novinhas que não tinham muita experiência, então eles não sabiam. Falavam besteira, coisas pejorativas sobre as mulheres. Chamavam as mulheres de “rachadas”. Eu já tinha uma experiência feminista há muito tempo, sempre defendia as lésbicas. O Trevisan também tinha uma consciência muito feminista. Nesse sentido, éramos muito unidos. Então, houve reuniões gerais sobre o que nós vamos fazer. Não tinha muito rumo. Eu tinha uma proposta e as pessoas seguiam, porque não tinha uma orientação clara. Foram várias reorganizações da organização para responder esse crescimento. A partir do debate da USP, em fevereiro de 1979, que foi o primeiro momento público onde várias pessoas falavam sobre o movimento homossexual, cresceu muito. Pessoas da USP, pessoas que ouviram falar, quiseram entrar no organização.

“Eu acho que a aids foi muito contraditória. Eu perdi muitos amigos aqui que morreram de aids. Foi um choque, uma desorientação.” (Foto: James Green/arquivo pessoal/Facebook).

O debate, na USP, em fevereiro de 1979, expôs os antagonismos entre as posições ideológicas do movimento esquerdista e o movimento homossexual. 

– Dentro do grupo Somos havia ideias que divergiam. – eu comento.

– É. No começo era tranquilo, porque ninguém sabia o que nós queríamos fazer. Eu discuti com pessoas na Convergência Socialista, sobre a possibilidade de atividades. As minhas ideias foram geniais. Vou dizer um exemplo concreto. Eu estava numa reunião da regional da Convergência Socialista, que nós reunimos com dirigentes para discutir o que nós vamos fazer. E um cara falou: “pô, vai ter o Dia do Zumbi.”. Em 1979 não era feriado, era uma ideia de um pequeno grupo de ativistas negros.

James reproduz a fala de um dos participantes da reunião: “Eles vão fazer um ato público no centro da cidade, em frente do Mappin – extinta loja de departamento em São Paulo – e do Theatro Municipal. Por que você não mobiliza o movimento homossexual para participar? Já que, teoricamente, o Lampião (primeiro jornal homossexual de circulação nacional) fala da unidade das mulheres, dos negros, dos homossexuais, dos índios, mas eles não fazem nada de concreto.”.

James me conta como eles se organizaram.

– Então fizemos faixas. Até encontrei fotos das faixas ontem, contra a discriminação do negro homossexual. Eu que pintei. E as pessoas, o movimento negro unificado, sei lá… “Não sei se queremos a sua solidariedade.”. Um pouco assustados, porque era o primeiro contato com o movimento gay organizado. Mas fomos lá, para sentir se era possível estarmos na rua. Ninguém ia nos matar. Então, isso foi um primeiro momento.

As faixas pintadas, no dia do evento da Consciência Negra, por James Green diziam: “Contra a discriminação racial, SOMOS – Grupo de Afirmação Homossexual.”

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Jornal Lampião (Imagem: Adriano Sod)

– Depois o jornal Lampião foi atacado pelo governo, baseado na Lei de Imprensa, para fechar o jornal. Eu falei: “vamos pedir solidariedade dos outros jornais, a imprensa alternativa.”. Fizemos um abaixo assinado. Foram ideias que eu trouxe para o grupo, que deu certo. Começou realmente a ter problemas com o Congresso, em 80, quando houve essa proposta de participar do 1º de Maio. As pessoas se assustaram. Trevisan que tinha saído do grupo mais seu namorado, era mais ou menos dirigente dessa corrente anti-esquerda, anti-socialista, vamos dizer, libertária. Ele e seu grupo rejeitou essa ideia, e isso provocou o racha.

A data de 1º de Maio havia sido escolhida, para articulação de um ato político do movimento sindical no Estádio da Vila Euclides, na cidade de São Bernardo do Campo, a 17 quilômetros de São Paulo. O momento, das comemorações de 1º de Maio de 1980, foi definitivo para o racha dentro do movimento homossexual organizado. Alguns se propuseram a ir ao evento, por compactuarem da ideia de aproximação das ideologias do movimento homossexual com a perspectiva esquerdista. Outros membros concordaram em fazer um piquenique (no Parque do Carmo, zona leste da cidade de São Paulo) no dia do evento.

– Pensando agora sobre aquilo, foi a coisa mais maluca. – James relembra o fato, sentado em seu sofá e de pés descalços. “Era quase tão revolucionário como fundar Lampião e o grupo Somos. Porque começou um diálogo com um setor que ninguém dialogava, ou seja, pensar na possibilidade de um espaço dentro do movimento sindical, movimento operário. O movimento era fundamental, no sentido de reafirmar os homossexuais jovens marginalizados o direito de ser. Vamos dialogar com a sociedade, não vamos ficar fechados, vamos tentar ver um caminho, que não vai ser hoje, para um diálogo com a sociedade. Eu já tinha esse diálogo e sabia que funcionava ou não funcionava. Eu tive isso com meus pais. Os meus pais não aceitaram durante seis meses, depois aceitaram.”

– Você acredita que a proposta de dialogar com a sociedade foi interessante, mas, ao mesmo tempo, talvez tenha sido algo antecipado?

– Você pode dizer que foi uma coisa super fora de seu tempo, louco. Mas se fosse assim, eu teria sido a única pessoa que foi. Foram 50 pessoas. Ou seja, pode até ter sido uma coisa muito maluca, fora do tempo. Trevisan era fora de seu tempo, ele era muito visionário. Mas o fato que ele tentou fundar um grupo em 1977, – o Somos – que ninguém quis, conforme o relatório dele, as pessoas devem ter dito: “não, Trevisan. Não é hora. Será que você não está sendo muito antecipado? Não é melhor cada um resolve as suas questões pessoais.”, “Para que um grupo, nesse momento?”, “Será que isso é uma coisa dos Estados Unidos e a realidade aqui é outra?”. Ele falou: “não, é aqui, é agora, vou fazer”. Ele fez. Lampião é a mesma coisa: “será? Será que é antecipado?”, entendeu? Tem que ter esse diálogo, eu acho isso fabuloso.

James Green conta que a recessão de 1983 foi um dos fatores para que grupos como o Somos desaparecessem. Muitos dos líderes eram de classe média com muitos privilégios, mas a maioria dos membros era composta por operários e trabalhadores pobres. 

“Quando tem essa recessão, essas pessoas que são mais humildes têm que se dedicar mais ao seu trabalho. Depois, as pessoas das classes média – os dirigentes – tinham dedicado, três ou quatro anos de suas vidas ao grupo Somos, todos os dias atividades. Eles resolveram pôr em dia suas vidas. Ter um emprego fixo, voltar para a universidade porque tinham trancado. Então, várias pessoas se afastaram por isso. Também aids chegou. Muitas pessoas não sabiam responder ao susto. ‘Como fazer? Usamos camisinha ou não usamos camisinha?’. Foi um debate forte. E acho que desgaste. Não tinha perspectiva. As pessoas nos anos 70 tinham uma esperança de uma utopia com o final da ditadura que seria tudo maravilhoso, mas era recessão, era difícil, inflação, uma série de coisas. Eu acho que as pessoas ficaram desencantadas. Então, todos os grupos desaparecem. Acho que em 1984, não tem mais nenhum grupo. Depois outras pessoas vão rearticulando grupos em 1986, 1987. E outros ativistas vão para o movimento sobre aids.”

“Essas forças sociais, a igreja católica e os evangélicos, estão ali querendo voltar para outro tipo de vida conservadora, que era uma ideologia da ditadura.”  (Foto: James Green/ Arquivo pessoal/Facebook).

– Sobre os reflexos da ditadura e da aids, isso reflete na mentalidade e novas ideias? Houve um atraso?

– Eu acho que a aids foi muito contraditória. Eu perdi muitos amigos aqui que morreram de aids. Foi um choque, uma desorientação, “o que vamos fazer?”, medo. Eu acho que eliminou uma liberdade sexual, total, que houve nessa época. Não sei se é bom ou ruim, eu gostei. Eu gostava de transar com muitas pessoas, conhecer um corpo novo, sei lá, uma delícia. Isso foi abafado, durante um tempo, mas isso voltou. As pessoas são mais cuidadosas.

A empregada que ainda estava na casa, pede licença e sai. “Tchau, tchau meu amor.” – ele se despede.

– Hoje, tem uma tendência de ter uma estabilidade de casal, que houve, mas era muito mais difícil no passado. Dois homens alugarem um apartamento, não se podia fazer isso, facilmente em qualquer lugar. Se você ia alugar uma casa, se as pessoas percebessem que você era viado, você não conseguia. “Ah, não. Outra pessoa vai querer a casa.”. Hoje em dia, eu acho isso muito menos difícil. Tem uma tendência das pessoas se juntarem. Em certo sentido, eu acho que é um desejo de estabilidade, normalizar suas vidas. Então, isso é diferente. O restinho da ditadura, eu acho que é… – ele faz uma pausa demorada e continua: “É uma bela pergunta. Eu não tinha pensado nesse sentido. Eu acho que o movimento tem conseguido avançar tanto que eles…”, ele se detém e prossegue: “Não, mentira. Eu estou falando besteira. Eu acho que essas ondas evangélicas, junto com a igreja católica e todas as tentativas de conter o nosso movimento e as suas conquistas é um reflexo. E o seu espaço tem crescido na medida em que a esquerda está enfraquecida com as crises do PT.”.

Ele faz menção à instabilidade política do partido dos trabalhadores, que tem gerado escândalos de corrupção noticiados no mundo todo.

– Então, eu acho que eles se sentem mais capazes de avançar. Essas forças sociais, a igreja católica e os evangélicos, estão ali querendo voltar para outro tipo de vida conservadora, que era uma ideologia da ditadura. Uma ideologia da igreja católica antes da ditadura. Uma sociedade baseada na família heterossexual com mãe, pai e filhos. Sem nenhuma liberdade sexual, sem o direito da mulher ter liberdade sobre seu próprio corpo. Então, eu acho que essas são ideias que vêm, antes da ditadura, mas que foram muito consolidadas na ditadura. E nós lutamos contra essas ideologias que prevalecem à medida que as esquerdas são enfraquecidas, eles têm mais espaço.

“Dois anos atrás, quando houve 50 anos do golpe militar de 1964, tinha 100, 200 pessoas na Praça da República festejando o golpe de 31 de março de 1964. Nas passeatas, que começaram ano passado, tinham muito mais pessoas orgulhosamente com suas faixas chamando a intervenção militar. Então, ganhou espaço. Em grande parte, por culpa das esquerdas por sua incapacidade de serem honestas e transparentes. E se contaminarem pelo sistema brasileiro de corrupção. Então, existe uma relação entre hoje e a ditadura.”

– Como era o ritmo dos anos 70 em São Paulo?

– Uma coisa que me impressionou muito aqui no Brasil; o olhar. Como as pessoas se olhavam, paqueravam. Aprendi a fazer isso, aprendi a ver quem era hétero, quem não era. Porque o hétero ficava assim com vergonha, mas o outro não. Aquela coisa de andar e olhar para trás. Parar, depois ir e dar uma sorrisa. “Oi, tudo bem? O que tá fazendo aqui?”. Tentando saber se um dos dois tinha uma casa onde a gente podia transar. E era muito, mas muito comum isso. Era uma delícia essa paquera. Que eu acho que tem menos, deve ter.

– Tem. – eu confirmo.

– Imagino que tenha. Então, não é nada diferente. Eu acho que existe isso ainda. Eu não vivo isso mais, porque eu sou de uma idade que isso não acontece mais. Mas acontecia muito. – ele sorri.

Mais perguntas?

– Não. – eu respondo.

Ele me oferece um café e eu faço um elogio a minha bebida favorita. James me convida para vir no sábado e participar da comemoração de seu aniversário. Eu aceito e fico lisonjeado. Antes de eu partir, ele me mostra a foto de sua filha, gerada com a ajuda de um casal de lésbicas, que vive em Nova York. Uma garota de cabelos loiros e longos. Definitivamente linda. Nós nos despedimos e eu parto.

Entrevista cedida em 27 de novembro de 2015.

Author: Adriano Sod

A cada dia, eu me permito descobrir um pouco mais de mim!

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